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Lollipopping: Técnica para Plantas de Cannabis com Buds Maiores

27 January 2021
Explicamos o significado de lollipopping e mostramos como podar buds inferiores para colas mais gordas e densas no topo.
27 January 2021
9 min read
Lollipopping: Técnica para Plantas de Cannabis com Buds Maiores

Conteúdos:
Lê mais
  • 1. O que significa lollipopping
  • 2. Por que fazer lollipopping?
  • 2. a. Sog (sea of green) e scrog
  • 2. b. Lollipopping em autoflorescentes: benefícios e riscos
  • 2. c. Por que lollipopping em plantas outdoor não É necessário
  • 3. Como fazer o lollipopping?
  • 3. a. Como cortar o crescimento indesejado
  • 3. b. O melhor momento É antes da flora
  • 3. c. Tudo de uma vez ou aos poucos?
  • 4. Por que a genética importa ao tentar o lollipopping?
  • 5. Conclusão

Se você não gosta de ver buds do tipo ‘pipoca’ ao cultivar sementes de cannabis, deveria aprender o método de lollipopping (ou remoção dos ramos inferiores). Lollipopping significa remover pontos de formação de buds e ramos na parte de baixo da planta porque eles não recebem luz suficiente e ficam subdesenvolvidos. Você terá melhores resultados se a planta direcionar sua energia para as colas no topo, tornando-as mais grossas e densas. Fazer lollipopping em plantas de cannabis não-autoflorescentes logo antes da mudança para 12/12 sempre vale a pena. Já nas autoflorescentes, a técnica é um pouco mais delicada e pode até reduzir o rendimento. Mas pode confiar: a qualidade dos buds restantes será incrível. Continue lendo para entender os benefícios do lollipopping, o momento certo, como garantir luz suficiente para os buds e que pontos de formação de buds devem ser removidos.

O Que Significa Lollipopping

Fazer lollipopping é desfolhar a parte de baixo das plantas de cannabis, deixando todos os ramos completamente limpos. Restam apenas alguns nós na parte superior, e a planta passa a se parecer com um pirulito (“lollipop”). Daí vem o nome.

 

Lollipopping: exemplos

Estas fotos mostram por que essa técnica é chamada de lollipopping.

Por Que Fazer Lollipopping?

Ao cultivar plantas de cannabis em ambientes internos, o alcance efetivo das luzes usadas é limitado. Os buds no topo recebem energia suficiente para crescerem grandes e densos, mas as flores e ramos do fundo ficam sombreados ou simplesmente fora do alcance da luz.

Observação: Mesmo que você use luzes laterais suplementares, ainda existe diferença entre os ramos superiores e inferiores. Não é só a proximidade das luzes que importa, mas também a posição do bud no ramo. A chamada ‘dominância ápice’ garante que o melhor sempre vai para o topo.

Por isso, os buds inferiores ficam pequenos, arejados e com poucos ou nenhum tricoma. Ao colher e secar esses buds, eles normalmente não têm apelo visual, potência baixa e sabor inferior. O melhor é se livrar deles e canalizar a energia da planta com a técnica do lollipopping. O lollipopping deve ser feito junto com outra técnica de desbaste chamada poda. Ambas são praticamente a mesma coisa, mas podar significa remover ramos longos que ficam na sombra ou engrossam demais o dossel.

Deixar a cannabis crescer sem qualquer intervenção ainda dará bons resultados. Mas a maioria dos cultivadores não busca só bons resultados — eles querem resultados excelentes! As plantas crescem de forma bem ramificada, com ramos saindo do caule desde a parte de baixo. Embora isso produza muitas folhas e flores, essa estrutura pode na verdade gerar rendimentos inferiores. Muitos ramos inferiores ficam sombreados pelo dossel superior. As folhas que crescem lá embaixo ficam amareladas e murchas, e os buds nessa região não atingem o mesmo tamanho e densidade dos que recebem mais luz. O lollipopping resolve esse problema removendo diretamente esses crescimentos subótimos.

Pode parecer contraproducente, especialmente para iniciantes. Como remover partes da planta pode resultar em colheita maior e melhor? Pense assim: toda parte de baixo também exige recursos como nutrientes e água. Porém, não atingem seu potencial máximo devido à falta de luz. Para mantê-las vivas, a planta precisa distribuir nitrogênio, fósforo, potássio, açúcares, água e proteínas para essas áreas. Ao remover os ramos e folhas de baixo, esses recursos preciosos ficam livres. Assim, a planta os distribui para as áreas que mais recebem luz. Isso gera crescimento intensificado e, consequentemente, flores maiores e melhores no topo do dossel. 

SOG (Sea Of Green) e ScrOG

Lollipopping é uma ótima técnica complementar com qualquer método de treinamento, seja LST ou super cropping, mas é essencial no cultivo em estilo ScrOG. A ideia do ScrOG é ter um dossel plano, com todos os buds à mesma distância da luz. Nesses casos, o dossel fica tão denso que tudo que está embaixo da tela fica completamente sombreado e precisa ser removido.

 

Lollipopping: cultivo ScROG

No ScrOG, todas as folhas, pontos de formação de buds e ramos secundários abaixo da tela devem ser removidos.
 

E se você cultiva cannabis em um sistema SOG (sea-of-green), a necessidade de fazer lollipopping depende da altura das plantas. Muitas vezes, elas são baixas o suficiente para que a luz penetre até o solo. Assim, o lollipopping não é tão necessário.

Lollipopping em Autoflorescentes: Benefícios e Riscos

Para variedades fotoperiódicas cultivadas indoor, lollipopping é óbvio porque essas plantas têm tempo suficiente para se recuperar do estresse. Já lollipopping em autos requer muito mais cuidado. Se tudo o que importa para você é pesar mais na balança, sem olhar para a qualidade dos buds, talvez essa técnica não seja ideal. O lollipopping em autos pode causar estresse suficiente para diminuir o rendimento total. Ou não. 

 

Lollipopping: Antes e Depois

Lollipopping antes e depois. Nossa Gorilla Glue Auto, 2 semanas de flora.
 

Para responder a essa questão, plante lado a lado com as mesmas sementes e nas mesmas condições. A única diferença deve ser podar ou não os buds inferiores. Mesmo se notar que o lollipopping levou a rendimentos menores, a qualidade dos buds será muito mais homogênea: nada de buds fracos, só flores bem formadas e densas.

Assim, em automáticas, o lollipopping pode gerar os seguintes resultados:

  • Colheitas menores (quase imperceptível);
  • Qualidade geral dos buds muito superior (bem perceptível).

Por Que Lollipopping em Plantas Outdoor Não É Necessário

As plantas de cannabis cultivadas ao ar livre recebem luz de modo bem diferente das indoor. O sol se movimenta no céu ao longo do dia e ilumina as plantas em vários ângulos. Assim, a maioria dos pontos de formação de buds recebe luz solar durante o dia. Claro, ainda há alguma diferença entre os buds mais altos e os inferiores devido à dominância do ápice (veja acima), mas não o suficiente para tornar o lollipopping necessário em plantas outdoor. Você pode remover a parte de baixo por outros motivos, como evitar acúmulo de ar estagnado junto ao solo.

Como Fazer o Lollipopping?

Quem já cultivou pelo menos um ou dois ciclos normalmente sabe até que altura da planta produzem bons buds. Isso depende da potência e penetração das suas luzes. Remova qualquer bud que saiba que será de qualidade inferior. Se não tiver experiência, uma boa regra é podar tudo do terço inferior da planta. Alguns até podam 50% da parte de baixo, mas aí o rendimento pode cair. Às vezes pode ser útil para lâmpadas CFL, T5 ou luzes fracas. Na maioria dos casos, não exagere.

 

  CFLs, T5s, LED BULBS HPS, LED QUANTUM BOARDS
PODAR: Metade inferior da planta 30% inferior da planta
MANTER: 3-4 nós no topo 5-6+ nós no topo

A tabela mostra quanto de folhagem, ramos e pontos de formação de buds você deve remover dependendo do tipo de luz usada.
 

Você também pode pensar ao contrário: ao invés de quanto podar, escolha quantos nós quer manter. Normalmente, os cultivadores mantêm intactos 4-5 nós do topo. Com luzes mais fracas, pode ser 3-4 nós.

Técnicas de Lollipopping: One-nodding

Lollipopping, basicamente, é remover as folhas e ramos inferiores e existem algumas técnicas diferentes. Antes de vermos o modo básico, conheça como cultivadores experientes fazem para mostrar que dá para ter ótimos resultados de diferentes modos e momentos, desde que a ideia principal, que é remover o crescimento inferior, seja respeitada.

Existe uma técnica relativamente nova chamada One-nodding, que também consiste em remover o crescimento de baixo mas economiza tempo e trabalho. Com ela, você só precisa fazer lollipopping no mesmo dia em que mudar o ciclo de luz para 12/12. Como o nome sugere, consiste em remover todas as folhas até o primeiro nó, ou seja, fazer o lollipopping até o último nó de cada ramo no dia da virada para 12/12. Não estamos dizendo que essa técnica é melhor do que as outras, mas é um exemplo de como é possível obter bons resultados de várias formas, desde que se retire o crescimento de baixo da planta.

Como Cortar o Crescimento Indesejado

O lollipopping pode ser feito à mão ou com instrumentos como tesouras ou podadores. O que for mais prático. É melhor remover um ponto de bud quando ainda está pequeno, pois a planta não gastou muita energia nele. Nesse caso, arrancar com as unhas é mais fácil. Mas se o galho lateral a ser removido estiver grosso ou lenhoso, use tesoura. Ela deve estar limpa e, de preferência, esterilizada com álcool se você for fazer vários cortes.

 

Lollipopping: Removendo Crescimento Secundário

Esse ramo poderia virar um bud, mas o cultivador decidiu que estava muito baixo e preferiu remover.
 

Comece removendo a folha grande o mais próximo possível do caule/ramo. Depois remova o crescimento secundário — o futuro ponto de bud — que nasce do nó.

O Melhor Momento É Antes da Flora

Quase todos concordam que lollipopping é uma técnica estressante e pode atrasar o crescimento por alguns dias. Pode até prejudicar a colheita se feito errado. Por isso, o segredo é escolher o momento ideal para causar o menor dano possível. Recomenda-se começar o lollipopping no final da fase vegetativa. Em strains fotoperiódicas, faça 2-3 dias antes do flip para 12/12. Em autoflorescentes, o ideal é quando aparecerem os primeiros pistilos (pelos femininos) nos nós, mas antes das flores de fato começarem a se formar no topo. Depois, pode ser que sobre algum ramo no terço inferior: tudo bem podar depois.

 

Lollipopping: Wedding Cheesecake Auto

Essas Wedding Cake Auto foram podadas (lollipopped) 2 semanas antes de iniciar a flora. Provavelmente, o cultivador terá que podar alguns ramos mais fracos depois.
 

Na prática, muita gente decide podar as plantas quando já estão florindo e fica claro quais buds têm potencial e quais não. Por isso, muitos fazem o lollipopping na primeira semana de flora, 2 semanas depois ou até mais tarde. Para alguns, isso é uma prática padrão.

Se você pesquisar em fóruns de cannabis, verá dezenas de opiniões. Alguns dizem que as duas primeiras semanas de flora são mais vulneráveis e, portanto, o lollipopping deve ser feito depois: na semana 3, 4, ou até após o alongamento total da planta, semana 5 ou 6. Outros afirmam que quanto antes terminar o estresse do lollipopping, melhor.

Não faça adivinhações! Realize o lollipopping antes mesmo de começar a flora. Deixe a planta focar na floração e não em se recuperar de estresses. Lollipopping na veg exige planejamento e habilidade, mas vale a pena.

Tudo de Uma Vez ou Aos Poucos?

Faça do jeito que menos estressa a planta. Em automáticas, é mais seguro fazer uma poda leve no início e ver como a planta reage. Se ela não travar, pode podar o resto de uma vez. Ou, se preferir, pode remover folha por folha, bud por bud, só certifique-se de que os pontos de florescimento recebam luz suficiente. Mas lembre-se: assim, o lollipopping vai prolongar-se até bem dentro da flora, o que pode causar ainda mais estresse. Qualquer técnica de alto estresse deve ser usada apenas em plantas saudáveis e vigorosas. Se as plantas já estiverem travadas, deixe quieto até recuperarem.

4. Por Que a Genética Importa ao Tentar o Lollipopping?

A genética da sua planta sempre tem papel fundamental em como ela reage aos estresses e fatores ambientais, incluindo lollipopping e podas em geral. Como você já viu neste artigo, lollipopping pode ser bem estressante, especialmente para autoflorescentes. O pior é causar estresse nelas, pois você corre o risco de induzir a flora bem antes do tempo ideal, reduzindo muito o rendimento. Mesmo com boa luz, genética instável pode fazer com que as plantas tenham reações negativas à poda, por isso é tão importante pagar um pouco mais para obter sementes de um banco confiável como a nossa Fast Buds. Muitos cultivadores já viram autos de bancos desconhecidos que não suportam nem a menor poda, resultando em apenas 7 gramas de flor utilizável, um desperdício de espaço e energia.

Isso não se aplica só às autoflorescentes, pois há muitas strains fotoperiódicas com genética sensível. Já aconteceu de cultivadores fazerem lollipopping em fotoperiódicas após as duas primeiras semanas de flor e todas virarem hermafroditas devido ao estresse, arruinando a colheita. Por isso, é crucial pesquisar a genética e o banco antes de comprar e cultivar. Ao aplicar essa técnica, é interessante ter mais de uma planta e testar: faça um lollipopping pesado em uma e deixe a outra intacta. Cultive ambas e observe o desenvolvimento — assim saberá se a técnica funciona no seu jardim ou se as plantas vão travar.

5. Conclusão

Embora a técnica de lollipopping em autoflorescentes e fotoperiódicas não seja exatamente controversa, ainda existem muitas variáveis e dúvidas. Não escolha uma strain só pelo nome, pesquise a linhagem e descubra o que funciona para você! Se já tem experiência com poda ou lollipopping e quiser dar dicas sobre como ajudar as flores a pegar luz suficiente, comente abaixo!

Referências Externas

  1. Photosynthetic response of Cannabis sativa L. to variations in photosynthetic photon flux densities, temperature and CO2 conditions, Physiology and molecular biology of plants: an international journal of functional plant biology. Out 2008.
  2. An Update on Plant Photobiology and Implications for Cannabis Production, Frontiers in Plant Science. Março 2019.


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