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Noções Básicas de Cultivo de Autoflorescentes em Solo do Semente à Colheita

15 dezembro 2018
Confira o básico para cultivar autoflorescentes em solo, do plantio à colheita!
15 dezembro 2018
14 min read
Noções Básicas de Cultivo de Autoflorescentes em Solo do Semente à Colheita

Conteúdos:
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  • 1. As melhores luzes
  • 2. A melhor mistura de solo
  • 3. Os melhores nutrientes
  • 4. Germinação
  • 5. Semana 1
  • 6. Semana 2
  • 7. Semana 3
  • 8. Semana 4
  • 9. Semana 5
  • 10. Semana 6
  • 11. Semana 7
  • 12. Semana 8
  • 13. Semana 9
  • 14. Semana 10
  • 15. Colheita
  • 16. Conclusão

Uma autoflorescente é um tipo especial de cannabis criada ao misturar a genética da Ruderalis com Indica e Sativa. Ao longo dos anos, as autoflorescentes se tornaram mais fortes e mais resistentes, sendo cultivadas tanto por produtores comerciais quanto caseiros. A maior diferença entre plantas autoflorescentes e fotoperiódicas é que as autoflorescentes começam a florescer independente do ciclo de luz fornecido. Sendo assim, um ciclo de luz 18/6 do início ao fim funciona perfeitamente. Apesar das autoflorescentes serem fáceis de cultivar, é recomendável que você conheça o básico antes de começar.

Existem diversas formas de cultivar variedades autoflorescentes, incluindo hidroponia e aquaponia. No entanto, vamos mostrar a você a melhor forma de cultivá-las no meio de cultivo mais tradicional de todos: o solo. Muitos cultivadores veem erroneamente o solo apenas como uma substância inerte que serve para ancorar as raízes, mas na verdade o solo é um ambiente vivo e dinâmico, repleto de bilhões de microrganismos que podem ter efeitos benéficos ou prejudiciais no crescimento das plantas. Além da biologia, o solo também possui propriedades químicas e físicas essenciais que sustentam a vida vegetal: retêm água e nutrientes, possuem pequenos canais de ar que permitem às raízes respirar, além de matéria orgânica que alimenta a população microbiana. 

Então, você quer cultivar cannabis autoflorescente no solo? Mas por que cultivar autos em primeiro lugar? Existem muitos motivos importantes. Primeiramente, essas cultivares são extremamente rápidas. Elas se desenvolvem de uma jovem muda para uma planta madura pronta para a colheita em poucas semanas. Além disso, mantêm uma estrutura compacta e fácil de manejar durante toda a fase de crescimento. Como você pode ver, essas duas características tornam todas as genéticas autoflorescentes muito discretas. Elas são perfeitas para cultivadores que procuram ser discretos, especialmente aqueles que vivem em locais onde o cultivo de cannabis não é permitido por lei. Mas você não precisa buscar discrição para cultivar autos. No fim das contas, elas são uma ótima opção para qualquer produtor que busca uma colheita de flores potentes e saborosas no menor tempo possível.

Então, aqui vai um guia passo a passo para te ajudar durante todo o processo de cultivo de autoflorescentes em solo.

1. As Melhores Luzes

Ao cultivar autoflorescentes em ambientes internos, mesmo que não seja no solo, a luz é uma parte muito importante do cultivo de qualquer tipo de planta, inclusive cannabis, sendo fundamental escolher a melhor opção para o seu setup. Porém, o tipo de lâmpada se torna irrelevante se a intensidade da luz não for adequada. A falta de intensidade luminosa pode causar vários problemas. No início do ciclo, níveis subótimos de luz resultam em mudas estioladas, o que pode comprometer a estrutura e o formato da planta mais tarde. Por outro lado, excesso de luz pode queimar folhas e aquecer demais o local de cultivo. Isso faz com que as plantas percam rigidez, murchem e deixem de realizar a fotossíntese. Para ajustar corretamente a intensidade da luz, você precisa atingir os níveis certos de LUX ou PPFD em cada estágio do crescimento. 

Como talvez você se lembre das aulas de biologia, plantas precisam de luz para sobreviver. Como autótrofos, utilizam a combinação de água, dióxido de carbono e energia luminosa para produzir seu próprio alimento. Se pensar bem, plantas literalmente "comem" a atmosfera. Como? Elas usam a energia do sol (ou de luzes artificiais) para converter CO2 e água em um açúcar chamado glicose. As plantas de cannabis autoflorescentes usam glicose por vários motivos fisiológicos: como fonte de energia, mas também como unidade estrutural em seus tecidos de celulose. Surpreendentemente, as plantas enviam entre 10–40% do carbono obtido na fotossíntese para a rizosfera (a camada fininha que cobre a área das raízes). Por que "desperdiçar" esse recurso? Elas usam para alimentar e cultivar microrganismos. 

Ao cultivar autoflorescentes em solo, vale a pena ter um conhecimento básico da microbiologia do solo. Há inúmeras espécies de bactérias e fungos nele. Ao liberar glicose pelas raízes, as plantas atraem esses organismos para a rizosfera. Ali, eles ajudam a decompor a matéria orgânica, transformando-a em nutrientes disponíveis para as plantas. Além disso, predadores maiores (como nematoides e protozoários) consomem bactérias e fungos, eliminando nitrogênio na forma assimilável pelas plantas. 

Levando tudo isso em consideração, é extremamente importante fornecer às suas autoflorescentes uma fonte de luz potente que permita fabricar o máximo de açúcar possível. No cultivo externo, o sol faz esse papel perfeitamente. Em ambiente interno, você precisará escolher uma luz forte para elevar a fotossíntese ao nível ideal. Confira algumas opções abaixo.

HPS

Lâmpadas de alta intensidade são usadas desde o começo do cultivo de cannabis indoor e são o tipo de iluminação mais comum devido ao baixo custo e à eficácia para cultivadores domésticos.

 

Noções básicas de cultivo de autoflorescentes em solo: hps

Plantas de cannabis prosperando sob lâmpadas.
 

Lâmpadas geralmente são encontradas em dois tipos: Metal Halide (MH) e High-Pressure Sodium (HPS), cada uma utilizada em diferentes fases do crescimento por conta do espectro emitido e dos bons resultados. Alguns anos atrás, LEDs não eram tão bons, então cultivadores nem cogitavam usá-los por serem caros e menos eficazes do que hoje.

LEDs

Os LEDs estão no mercado há alguns anos; no início não valiam a pena, mas evoluíram muito e hoje são considerados os melhores tanto por produtores domésticos quanto profissionais. Custam até 10x mais do que lâmpadas comuns, mas emitem espectro completo, então, apesar do preço, proporcionam melhores resultados e maiores yields, o que compensa o investimento.

 

Noções básicas de cultivo de autoflorescentes em solo: led

LEDs emitem menos calor e são mais fáceis de instalar, sendo ideais para cultivadores iniciantes.
 

Obviamente existem várias marcas e qualidades, mas a maioria dos LEDs consome até 60% menos energia, e produtores relatam mais tricomas, então se você puder investir, certamente é uma ótima escolha.

Luz no Cultivo Externo

Se você cultiva autos ao ar livre, não pode escolher a fonte de luz, mas, com sorte, o sol é a melhor opção, então apesar de não precisar se preocupar com intensidade e espectro, é importante garantir que as plantas recebam luz do sol suficiente para se desenvolverem e engordarem os buds.  No entanto, nem sempre é tão simples. Alguns fatores precisam ser considerados para garantir luz adequada. O ideal é transplantar suas plantas para uma área do jardim voltada para o sul. Como o sol nasce no leste e se põe no oeste, uma área voltada para o sul recebe mais luz ao longo do dia. Pelo mesmo motivo, se estiver em posição norte, sua planta ficará na sombra boa parte do tempo e não expressará todo seu potencial genético.

No entanto, antes de posicionar suas plantas em um local aberto ao sol, avalie o clima da sua região. Se mora em latitudes ao norte, com tempo fresco e temporada curta, as plantas vão prosperar em áreas bem expostas. Em regiões mais ao sul, excesso de sol pode prejudicar, especialmente em épocas de seca. Nesse caso, procure uma área com sombra parcial à tarde. Caso não seja possível, use tela de sombreamento para proteger as plantas do excesso de luz e calor durante o verão.

2. A Melhor Mistura de Solo

Ao cultivar autoflorescentes em solo, existem diversas misturas para melhorar o meio onde as raízes crescem; dependendo das condições, você pode querer um solo mais oxigenado ou com melhor drenagem, então há vários aditivos disponíveis para diferentes casos, mas todos eles vão melhorar seu solo e, consequentemente, o desenvolvimento das plantas.

 

Aditivo Vantagens
Fibra de coco Retém água e evita compactação do solo.
Perlita Acelera a secagem e aumenta a oxigenação.
Vermiculita Melhora a qualidade e ajuda a manter a umidade.

 

Recomendamos uma mistura de solo, perlita e fibra de coco para proporcionar boa drenagem e oxigenação, resultando no melhor solo para autoflorescentes. 

Existem ótimas opções de solo e compostagem ensacados disponíveis no mercado para ajudar o desenvolvimento das plantas de cannabis em vasos. Ou, se preferir, você pode utilizar o solo nativo do seu jardim, desde que tenha uma boa estrutura. Solos predominantemente arenosos ou argilosos facilitam a drenagem e aeração mas não retêm bem os nutrientes, o que pode acabar causando sua perda. O ideal é ter uma quantidade razoável de argila no solo, já que ela possui carga elétrica negativa, facilitando a retenção de cátions como amônio, cálcio, magnésio e potássio - todos essenciais para a planta. Se seu solo for pobre em argila, pode enriquecê-lo com matéria orgânica, como composto, que também possui carga negativa e retém ainda mais cátions que a argila.

Esses pontos são essenciais para o sucesso no cultivo, mas qualquer bom cultivador sabe que existe muito mais a ser considerado sobre solo. A proporção de areia, silt e argila é fundamental para determinar estrutura, aeração, drenagem e capacidade de troca de cátions. No entanto, a matéria orgânica do solo é, sem dúvidas, a parte mais importante de qualquer solo saudável. Essa fração é composta por materiais orgânicos em diferentes estágios de decomposição, provenientes principalmente de plantas que terminaram seu ciclo e foram incorporadas ao composto ou cobertura morta.

A matéria orgânica do solo inclui também o esterco animal, que basicamente nada mais é do que plantas processadas pelo trato digestivo de vacas, cavalos ou galinhas. Essas substâncias em decomposição são riquíssimas em nutrientes essenciais para a cannabis: nitrogênio, fósforo, potássio, além de micronutrientes como boro, zinco, manganês, ferro, cobre, cloro e molibdênio. Contudo, ao contrário dos nutrientes sintéticos, esses compostos estão presos nas plantas em decomposição e não ficam disponíveis imediatamente para as plantas vivas. A matéria orgânica do solo também abriga microrganismos vivos como bactérias, fungos, protozoários e nematoides, que degradam a matéria orgânica não viva — tornando os nutrientes disponíveis para as plantas. Ou seja: ao cultivar cannabis, avalie cuidadosamente a vida no solo, não apenas a estrutura, para ter o melhor resultado em métodos orgânicos. 

3. Os Melhores Nutrientes

Os nutrientes são outro fator vital ao cultivar cannabis. Existem diversas marcas de produtos sintéticos e orgânicos que oferecem bons resultados, mas atuam de forma diferente e você deve escolher o que for melhor para o seu setup.

Nutrientes sintéticos

Nutrientes sintéticos são basicamente compostos extraídos de minerais, com proporção específica de macro e micronutrientes, tornando o uso fácil: basta misturar e regar. No entanto, eles funcionam de modo diferente dos orgânicos, pois alimentam diretamente as raízes em vez de favorecer um solo vivo. Apesar da facilidade, é fácil exagerar e causar deficiências.

Nutrientes sintéticos são fornecidos ao solo em forma de sais iônicos (carga elétrica). Assim que aplicados próximos às raízes, são rapidamente absorvidos ou aderem à argila e matéria orgânica. Como agem rápido, tratam bem deficiências nutricionais. Por serem móveis, também podem ser lixiviados em solos pobres, sem argila e matéria orgânica. Usar nutrientes sintéticos pula o processo de conversão da matéria orgânica (feito pelos microrganismos), portanto não favorece a formação de uma teia alimentar saudável do solo ao longo do tempo. 

 

Noções básicas de cultivo de autoflorescentes em solo: orgânico vs sintético

Orgânico vs sintético e como agem.
 

Nutrientes orgânicos

Por outro lado, nutrientes orgânicos são feitos de matérias vivas e visam manter os microrganismos benéficos do solo vivos, para que desenvolvam uma relação simbiótica com sua planta de cannabis, recebendo alimento e, em troca, disponibilizando mais água e nutrientes quando necessário.

Matéria orgânica é tudo aquilo que já foi vivo. Pode ser cobertura morta como lascas de madeira, feno, palha, estrume ou resíduos vegetais. Todos esses materiais possuem níveis variados de carbono, nitrogênio e outros nutrientes. Ao serem aplicados no solo, os microrganismos dão início ao processo de decomposição e ciclo de nutrientes. Fungos e bactérias digerem fora do seu corpo, liberando enzimas que quebram moléculas complexas (polímeros) em compostos mais simples (monômeros). Ao consumir o nitrogênio, acabam imobilizando momentaneamente dentro do próprio corpo, evitando que se perca. Quando morrem ou são consumidos por predadores, liberam nitrogênio nas formas assimiláveis de amônio e nitrato. Adicionar matéria orgânica ao solo faz com que os nutrientes levem mais tempo para chegar às plantas, mas alimentam a vida microbiana, permanecendo disponíveis próximos ao sistema radicular. 

Apesar dos nutrientes orgânicos normalmente serem mais caros, é fácil de produzi-los em casa; pode levar algum tempo e aprendizado, mas existem várias formas de preparar nutrientes orgânicos que vão te fazer economizar e ainda entender melhor as necessidades das plantas.

Nutrientes Orgânicos Caseiros

Super solo

Super solo é uma técnica para fazer seu próprio solo pré-adubado, contendo tudo que a autoflorescente precisa do plantio à colheita. Consiste basicamente em apenas regar as plantas, permitindo que os microrganismos decomponham os nutrientes e os tornem disponíveis.

Não existe super solo específico para autoflorescentes; se for bem preparado, serve para qualquer tipo de planta!

Compostagem

Compostagem é muito parecida com o super solo, mas normalmente feita com restos de alimentos do dia a dia. Consiste basicamente em enterrar esses restos em solo úmido, ativando a vida microbiana e liberando os nutrientes para suas plantas. Você pode também adicionar minhocas para acelerar o processo, uma técnica chamada vermicompostagem. Compostar é uma forma fácil e gratuita de aumentar a fertilidade no espaço de cultivo. Você está convertendo restos de cozinha e jardim em "ouro negro" - rico em nutrientes e micróbios. É simples, mas se não for feito corretamente, pode dar errado. O importante é equilibrar materiais verdes e marrons. Os verdes são ricos em nitrogênio: aparas de grama, restos de comida, borra de café e estrume. Marrons são ricos em carbono: folhas secas, papelão, lascas de madeira. 

 

Noções básicas de cultivo de autoflorescentes em solo: orgânico vs sintético

Compostagem consiste em decompor restos de alimentos para nutrir suas plantas.
 

Ao montar sua pilha de compostagem, mantenha o equilíbrio de 50% de materiais verdes e 50% de marrons, intercalando camadas desses dois tipos. Esse equilíbrio facilita a aeração, drenagem e evita condições anaeróbicas. Cada tipo alimenta diferentes microrganismos: bactérias preferem verdes, fungos preferem marrons ricos em carbono. Existem ainda dois métodos: compostagem quente e fria. Na quente, toda matéria é adicionada de uma vez, aumentando a atividade microbiana e acelerando a decomposição (pode precisar virar a pilha a cada dois dias para evitar calor excessivo que mata microrganismos bons). Na fria, a pilha cresce devagar conforme você adiciona resíduos, podendo levar um ano ou mais. 

KNF

KNF é outra forma de obter minerais encontrados em vegetais, mas, ao contrário do super solo e compostagem, consiste em fermentar vegetação que contenha os nutrientes para cada fase da planta.

Nessa técnica, você obtém líquidos específicos para o vegetativo, floração, alguns que atuam como pesticidas naturais e fontes naturais de cálcio e magnésio – usados como fertilizantes líquidos sintéticos, mas totalmente orgânicos.

 

Noções básicas de cultivo de autoflorescentes em solo: knf

KNF consiste em fermentar determinados vegetais, frutas ou plantas para criar nutrientes para a cannabis.
 

Então, para começar o cultivo de autoflorescentes em solo você precisará de:

  • Sementes autoflorescentes de boa qualidade
  • Substrato com partes iguais de turfa ou coco, composto, perlita, vermiculita (opcional), ou mix comercial
  • Vasos de tecido de pelo menos 12 litros. 
  • Lâmpada HPS ou LED de boa qualidade, ou pelo menos 12h de luz solar se for cultivar ao ar livre. Use CFLs no estágio de plântula
  • Nutrientes para as fases vegetativa e de floração.

4. Germinação

Germinar sementes de cannabis é bem fácil. Você pode plantar direto no vaso, mas, se não tem muita experiência ou é impaciente como a maioria de nós, deixe-as de molho em água por 24 horas. É comum ver uma pequena raiz após um dia, mas se não aparecer, tudo bem.

 

Noções básicas de cultivo de autoflorescentes em solo: germinação

Germinação de sementes por Automaniac.
 

Muitos utilizam lixa para arranhar levemente a casca da semente, mas não faça isso se for iniciante. A arranhadura permite que a água penetre na casca, facilitando o surgimento da raiz. Coloque as sementes em papel toalha úmido por 2-3 dias até aparecerem raízes maiores. Em seguida, plante-as no vaso final e aguarde até que brotem no solo.

Aqui está um vídeo rápido sobre germinação:

 

A melhor forma de iniciar sua semente autoflorescente.

5. Semana 1

A primeira semana é extremamente importante para as autoflorescentes. É recomendado NÃO usar fertilizantes nesta fase, pois as plantas estão sensíveis. O risco de queimar é alto e um erro aqui pode custar caro depois. A plântula terá dois cotilédones (às vezes três), arredondados ao surgir.

Há vários produtos indicados para plântulas, mas não são necessários, pois elas vão bem por conta própria. Neste momento, utilize CFLs ou luzes fluorescentes para evitar queimaduras de luz intensa.

 

Noções básicas de cultivo de autoflorescentes em solo: semana 1

LSD-25 na semana 1 de cultivo por Stinkfox.
 

Muitos adaptam a distância das luzes para não queimar as plântulas, usando apenas um LED em todo o ciclo. Molhe com moderação e só quando o vaso estiver quase seco. Excesso ou falta de água pode prejudicar ou matar o broto, então só regue quando necessário.

No final da semana 1, as mudas desenvolvem pelo menos duas folhas além dos cotilédones.

6. Semana 2

Você pode iniciar a aplicação de nutrientes com 1/4 da dose indicada quando a planta mostrar pelo menos duas folhas. Siga utilizando a dose reduzida e regule o pH, mantendo-o entre 5,8 e 6,5 o tempo todo. Alguns usam meia dose, dependendo do tamanho da planta.

 

Noções básicas de cultivo de autoflorescentes em solo: semana 2

Planta segue se desenvolvendo saudável na semana 2.
 

Se ver mais de 3 ou 4 nós na semana 2, aumente para meia dose de nutrientes. Monitore com atenção para identificar qualquer bloqueio ou deficiência. Como sempre, só regue quando o vaso estiver quase seco. Diminua a distância das luzes se a planta estiver estiolada. 

7. Semana 3

Agora, na semana 3, utilize nutrientes na dose completa. Algumas plantas, como a LSD-25, precisam de mais nutrientes, outras menos. “Menos é mais” para autos, então use dose completa apenas se as plantas responderem bem até aqui.

 

Plantas autoflorescentes se recuperam rápido se receberem menos nutrientes, mas travam se receberem em excesso. Observe bem todos os sinais e regue conforme necessário.

 

Noções básicas de cultivo de autoflorescentes em solo: semana 3

Planta crescendo saudável.
 

Se a planta tiver mais de 4-5 nós, pode realizar o “Top” ou a técnica FIM. Ambas exigem a retirada do topo, permitindo mais colas. As luzes devem ficar pelo menos 50cm acima do topo, mas pode baixar para 45cm se as plantas estiverem esticando.

8. Semana 4

Com um mês de vida, a planta cresce vigorosamente se estiver saudável. Use nutrientes na dose cheia. É uma boa ideia iniciar técnicas de treinamento como LST na semana 4, ou ao final da semana 3 se ela estiver muito grande.

 

Noções básicas de cultivo de autoflorescentes em solo: semana 4

Planta mostrando sinais de sexo.
 

Grande parte das autoflorescentes revela seu sexo na semana 4, mas algumas podem demorar mais. Continue regando e aplique nutrientes próprios para o vegetativo. Se estiver usando fertilizante comercial de duas partes, aplique apenas o “Grow” e os micronutrientes.

9. Semana 5

Neste momento, você verá mais pistilos — comece a usar nutrientes de floração, que fornecem fósforo e potássio para ajudar a formar e engordar as flores assim que começarem.

 

Noções básicas de cultivo de autoflorescentes em solo: semana 5

Cannabis começando a ficar roxa na semana 5.
 

Regue normalmente e verifique possíveis deficiências. Também é importante inspecionar a parte de baixo das folhas para detectar ácaros. Isso deve ser feito desde a primeira semana para evitar pragas. Comece a planejar o treinamento tipo ScrOG para obter mais rendimento.

10. Semana 6

Nesta etapa a planta pode esticar bastante, e deve estar recebendo nutrientes de floração. Sempre use produtos como CalMag ou outra fonte de cálcio e magnésio.

 

Noções básicas de cultivo de autoflorescentes em solo: semana 6

Tricomas começando a aparecer.
 

O ideal é usar CalMag desde o início, mas, nesta fase de formação dos buds, micro e macronutrientes são essenciais. Se estiver usando lâmpadas, priorize o vermelho durante a floração.

11. Semana 7

Mantenha os nutrientes de floração durante a semana 7. Produtos específicos para buds podem ser usados a partir do pré-floral

 

Noções básicas de cultivo de autoflorescentes em solo: semana 7

Buds começando a ganhar forma.
 

A parte inferior da planta também precisa de luz, então recorra a técnicas de treinamento como o amarrio. Agora as plantas param de esticar e focam totalmente nos buds.

12. Semana 8

Regue conforme a necessidade e mantenha as plantas saudáveis. Dependendo da genética, o cheiro da sua tenda pode ficar bem forte. Use filtros de carbono para mascarar o odor ao máximo.

 

Noções básicas de cultivo de autoflorescentes em solo: semana 8

Buds começando a engordar.
 

Se não puder instalar filtros de carbono na sua tenda (ou estiver cultivando ao ar livre), recorra a neutralizadores de odor ou faça plantio companheiro, com diversas plantas aromáticas para disfarçar o cheiro da cannabis.

13. Semana 9

As folhas podem começar a ficar amareladas, mas não devem cair. Isso é natural, continue usando nutrientes de floração e outros suplementos.

 

Noções básicas de cultivo de autoflorescentes em solo: semana 9

LSD-25 por UKauto1 e Stinkfox2.
 

Isso ocorre pois a planta sabe que está chegando ao fim da floração e logo irá morrer.

14. Semana 10

É importante observar a cor dos pistilos. Agora inicie a lavagem (flush), que consiste em aplicar bastante água para remover sais acumulados no solo.

Por exemplo, em vaso de 20L, despeje 60L de água para forçar a retirada dos nutrientes. As folhas estarão bem amareladas, o que é esperado. O flush melhora o sabor dos buds.

 

Noções básicas de cultivo de autoflorescentes em solo: semana 10

LSD-25 por Stinkfox no Grow Diaries.
 

Alguns cultivadores não fazem flushing, mas é importante evitar sabor áspero ao fumar. Curar os buds ajuda a suavizar, mas a lavagem não deve ser ignorada. Faça flushing por pelo menos 2-3 dias para remover os sais.

A colheita é uma decisão pessoal. Por exemplo, alguns colhem quando pelo menos 60% dos tricomas estão âmbar. Esperar muito até todos ficarem âmbar deixará o efeito muito sedativo.

Ao contrário, colher cedo (quando a maioria dos pistilos estiver branca) renderá buds muito psicoativos. Portanto, espere até cerca de 60% dos tricomas estarem âmbar. Para ter certeza, use uma lupa para checar se 60 a 70% dos tricomas estão opacos.

15. Colheita

Vá em frente e colha os buds usando tesoura limpa e esterilizada. Os buds mais baixos da planta podem continuar crescendo se estiverem pequenos. Colher em etapas garante melhor yield. Secagem e cura dos buds são etapas muito importantes.

 

Noções básicas de cultivo de autoflorescentes em solo: colheita

Lindos buds roxos por UKauto.
 

É basicamente assim que você cultiva autoflorescentes do plantio à colheita. É fundamental usar sementes de qualidade para percorrer o ciclo sem problemas.

16. Conclusão

Cultivar autoflorescentes em solo é uma forma barata e eficiente de cultivar cannabis; com a combinação certa de genética, nutrientes e condições de cultivo, você pode obter flores de altíssima qualidade com pouco esforço.

Se solo for o seu meio preferido, compartilhe suas dicas e truques com outros cultivadores, deixe um comentário abaixo!



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