Sequenciamento Genético Mostra que a Cannabis Foi Domesticada Há 12 Milênios

20 September 2021
Comparando os genomas de strains de todo o mundo, cientistas descobriram que ela foi uma das primeiras culturas domesticadas
20 September 2021
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Sequenciamento Genético Mostra que a Cannabis Foi Domesticada Há 12 Milênios

Muitas pessoas não percebem que o atual interesse pela cannabis não é apenas uma moda recente e que essa espécie vegetal tem atendido a várias necessidades humanas há milhares de anos.

Um estudo recente encontrou evidências genéticas de que a cannabis foi domesticada há cerca de 12.000 anos. O ancestral de todos esses cultivares que hoje crescem sob luzes artificiais, em campos e na natureza era uma strain de cânhamo do noroeste da China.

Os humanos perceberam precocemente os muitos benefícios dessa planta e a cultivam há milênios, tornando-a assim uma das primeiras culturas domesticadas. Arqueólogos contam uma história semelhante, pois vestígios de cânhamo, como marcas de corda de cânhamo em cerâmicas, foram encontrados em muitos sítios arqueológicos ao redor do mundo.

Um Ancestral Comum de Toda a Maconha Moderna Está Agora Extinto

Um cientista da Suíça, Luca Fumagilli, e seus colegas de outros países lançaram um projeto ambicioso de sequenciamento dos genomas de 80 strains de cannabis e cânhamo de várias partes do planeta. A esses dados, somaram outros 30 genomas que já haviam sido sequenciados anteriormente.

As evidências das análises mostram que o ancestral de todos os cultivares modernos crescia de forma selvagem no canto noroeste da China. Essa espécie agora está extinta, mas seus parentes próximos ainda crescem na mesma região.

O Melhoramento Seletivo Só Começou Há 4.000 Anos

Assim como hoje, quando cultivamos e utilizamos a cannabis para finalidades extremamente diversas, os antigos usavam essa planta como fonte de fibra e como remédio, consumiam o óleo das sementes como alimento e até aproveitavam seus poderes psicoativos em rituais religiosos.

No entanto, as evidências genéticas mostram que eles não procuraram selecionar cultivares para atender a todas essas necessidades até cerca de 4.000 anos atrás. Depois disso, começaram a fazer o melhoramento seletivo, o que resultou no surgimento de duas subespécies modernas distintas. Uma apresenta caules longos com altíssimo teor de fibra, a outra tem caule mais curto, mais ramos laterais e flores resinadas.

E, naturalmente, houve uma explosão no melhoramento seletivo nas últimas décadas, quando os genes passaram a ser manipulados para atingir os mais altos níveis possíveis de THC e—mais recentemente—também de terpenos, as substâncias aromáticas da cannabis.



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