5 Dicas Essenciais para Treinar Suas Plantas de Cannabis
- 1. Técnicas de treinamento mais comuns para plantas de cannabis
- 1. a. Despontar / beliscar
- 1. b. L.s.t / amarração
- 1. c. Super cropping
- 1. d. Fimming
- 1. e. Poda
- 1. f. Desfolha
- 1. g. Scrog
- 1. h. Mainlining
- 2. Escolha as melhores strains
- 3. Defina o período vegetativo para fotoperiódicas
- 4. E o treinamento em autoflorescentes?
- 5. Descanso e recuperação
- 6. Espaço limitado para cultivo
- 7. Treinando plantas indica
- 8. As 3 melhores strains fast buds para treinamento
- 9. Conclusão
Ao cultivar plantas de Cannabis, existem vários truques e técnicas que podem influenciar seriamente a estrutura de crescimento, a altura final da planta e aumentar a produção geral. Portanto, se você quer começar a treinar plantas de cannabis e conhecer as melhores técnicas de cultivo, aqui estão as 5 principais dicas da Fast Buds para considerar durante a fase vegetativa de 18/6, além do que saber na próxima vez que for cultivar autos ou sementes feminizadas.
Antes de descobrir algumas das melhores dicas de treinamento, é importante entender por que treinar suas plantas de cannabis. Se você nunca cultivou antes, a ideia de treinar uma planta pode parecer estranha. No entanto, esse processo geralmente gera resultados superiores do que apenas deixar a planta crescer sozinha. As técnicas de treinamento variam na abordagem. Algumas são mais suaves e envolvem apenas manipular o direcionamento de crescimento dos galhos, enquanto outras exigem danificar fisicamente o tecido da planta. Então, por que treinar uma planta de cannabis? Existem muitos benefícios. O treinamento melhora o formato e a estrutura das plantas, aumenta a aeração e reduz o risco de mofo, além de melhorar a produtividade. Agora que você já sabe tudo sobre treinamento, é hora de conhecer cinco dos melhores métodos.
1. Técnicas de Treinamento Mais Comuns para Plantas de Cannabis
Despontar / Beliscar
Refere-se à remoção da ponta principal, expondo os brotos axilares. Isso fará com que a planta concentre o crescimento em dois brotos principais. Uma técnica muito fácil que deve ser realizada com uma tesoura limpa e esterilizada ou bisturi. Lembre-se de saber como despontar uma planta de cannabis antes de tentar, para evitar estressar demais sua planta. Despontar pode diminuir a altura da planta, dividindo a copa principal em dois sítios de florescimento, o que ajuda a copa a se espalhar de forma mais uniforme. Quando você desponta uma planta de cannabis, o principal hormônio responsável pelo crescimento vertical é "desligado", dando lugar a outro hormônio que favorece o crescimento lateral. A primeira desponta deve ser feita apenas após a planta ter de 5 a 6 nós. Isso é importante, pois plantas menos desenvolvidas podem morrer do choque causado pela técnica.
Para despontar, use sua ferramenta de corte esterilizada e corte o caule principal logo acima do 4º nó, certificando-se de não danificar os dois ramos jovens que estão começando a surgir em cada lado do nó. Esses ramos se tornarão as duas colas principais. Você pode repetir esse processo quantas vezes quiser, e quanto mais vezes despontar, mais colas principais terá. Elas não serão tão grandes quanto a original seria, mas você conseguirá uma copa mais uniforme e maior rendimento ao final. Lembre-se que a planta precisará de 7 a 11 dias para se recuperar totalmente, então será necessário prolongar a fase vegetativa para compensar. Esse método só é indicado para plantas fotoperiódicas.
Despontar e beliscar podem parecer agressivos, especialmente para cultivadores iniciantes. Porém, os benefícios dessas técnicas superam o impacto visual. Em resumo, há dois grandes benefícios: o primeiro é criar uma copa mais uniforme. Ao invés de promover uma única cola principal, o método cria bifurcação no caule, resultando em estrutura mais equilibrada. Impedir a formação de uma cola principal também é vantajoso, pois buds muito grandes podem ser vítimas de mofo em condições ruins. Despontar ajuda a gerar flores mais uniformes, menos propensas a fungos. O segundo benefício é o controle de tamanho, sendo muito eficiente para strains grandes quando se busca um cultivo mais discreto. Ao transformar o crescimento vertical em ramificações laterais, cria-se plantas menores, perfeitas para cultivos furtivos e ambientes internos apertados.
L.S.T / Amarração
Consiste na arte de abaixar certos pontos da copa, para criar um dossel uniforme e múltiplas pontas, expondo a luz às partes internas da planta. Existem diferentes formas de amarrar os galhos laterais, utilizando barbante, fio de metal ou até pesos pequenos, dependendo do caso. Isso pode ser feito mesmo com plantas não despontadas, onde você cuidadosamente dobra a cola principal para baixo para que os outros sítios de flores tenham mais chances de competir.

Esse é um dos poucos métodos de treinamento que recomendamos para cultivares autoflorescentes. Essa técnica funciona muito bem em conjunto com a desponta, pois ajuda a manter o dossel na mesma altura, garantindo que todos os sítios de flores recebam luz de maneira similar, crescendo com tamanho e densidade parecidos.
Super cropping
É o processo de quebrar de propósito as paredes celulares internas de uma planta de Cannabis, usando pressão com os dedos. Essa técnica é considerada de alto estresse e só deve ser feita por cultivadores experientes. No super cropping, é preciso tomar muito cuidado para que a pressão seja suficiente para quebrar apenas as células internas e não quebrar totalmente o galho ou caule. Um bom indicativo de que as paredes celulares foram danificadas como desejado é uma sensação de "estalo", por vezes com um som baixo de pop (mas nem sempre).
O super cropping pode ser feito nos últimos 7 a 10 dias da fase vegetativa, antes de mudar as luzes para o florescimento. Isso dá tempo para as plantas se recuperarem antes da fase crítica de florescimento. Se você já tem experiência com cultivo e super cropping, pode repetir o processo cerca de 2 semanas após o início do período de florescimento. As plantas normalmente apresentam um último surto de crescimento nessa fase antes de estabilizar na floração, e o super cropping neste momento pode aumentar as chances de melhorar o rendimento final. O super cropping pode aumentar a resistência geral da planta, dando mais suporte aos galhos para os buds pesados e densos que virão em seguida. Esse método é avançado e não recomendamos para iniciantes. Só para plantas fotoperiódicas, não autos.
Fimming
Consiste na remoção de 70-80% da ponta de crescimento usando tesoura. Como o crescimento na ponta é temporariamente reduzido, a energia restante será direcionada para os sítios de crescimento abaixo do ponto mais alto. O termo “fimming” é uma abreviação para “fuck, I missed!” e surgiu quando cultivadores topavam a planta errado acidentalmente. O princípio é bem parecido com o da desponta, e as duas técnicas podem ser aplicadas quase que de forma intercambiável. Mesmo assim, normalmente recomendamos despontar ao invés de fimming. Método exclusivo para strains fotoperiódicas.
Poda
Ou, como é mais conhecida no universo da cannabis – lollipopping, envolve retirar a folhagem selecionada, entendendo que o que sobra receberá a energia direcionada do restante da planta. Isso é vantajoso para eliminar buds inferiores, melhorar a aeração na base das plantas e focar em um dossel mais denso no topo.
Removendo os galhos mais baixos que não produzem flores com a qualidade desejada, a planta pode redirecionar eficientemente a energia para os locais onde surgem os melhores buds. Com sua ferramenta de corte esterilizada (tesoura, bisturi, podador), suba a partir da base do vaso e retire os galhos inferiores conforme achar necessário. Nunca remova mais de 60% do crescimento, senão há grande chance da planta morrer. Esse método não é indicado para autoflorescentes.
Desfolha
É o termo usado para definir a remoção das folhas maiores em plantas de maconha. Em teoria, isso permite que a energia seja redistribuída para os sítios de buds, porém só deve ser feito em plantas saudáveis e vigorosas com excesso de coberturas de folhas. Isso também permite maior penetração de luz nos ramos inferiores, ajudando na formação de buds maiores e suculentos. Também aumenta bastante o fluxo e a troca de ar pelo dossel, auxiliando no combate a pragas, mofo e fungos.

Nunca retire mais que cerca de 25% das folhas de leque por vez, e dê entre 7 e 12 dias para a recuperação antes de tirar mais folhas. Existe uma forma extrema chamada “Schwazzing”, e embora alguns cultivadores jurem por ela, acreditamos ser agressiva e desnecessária. Apesar de possível fazer leve desfolha em autos, em geral recomendamos deixar suas autos em paz.
SCROG
Consiste em aplicar uma tela na sala de cultivo, seja para múltiplas plantas ou para uma planta grande, para que sejam treinadas e manipuladas através dessa malha. Normalmente é um processo demorado que pode levar mais de 6 semanas para ficar perfeito. A tela serve como barreira à altura, ajudando a manter o dossel nivelado (semelhante ao amarrio LST, mas mais eficiente). Embora esse método funcione bem, exige um período vegetativo um pouco mais longo do que os outros.
Há diversos materiais que podem ser usados para fazer a tela, mas a forma mais fácil (na nossa opinião) é fazer uma armação simples de madeira e cobrir com tela de galinheiro, prendendo com pregos pequenos. Você também pode usar rede de pesca, bambu fino ou qualquer coisa que funcione como grade de suporte para os galhos. Esse método é perfeito para quem só pode cultivar poucas plantas devido à legislação. Quando combinado à desponta e a um período vegetativo prolongado, o potencial de sites de buds de alta qualidade é quase infinito.
Mainlining
Uma das técnicas de treinamento mais recentes e avançadas, usada atualmente por cultivadores amadores e comerciais. É um verdadeiro Frankenstein, pois combina múltiplos outros métodos de treinamento em um só: LST, desponta e tela SCROG. Pode parecer difícil para iniciantes, mas na prática exige apenas um pouco de conhecimento e esforço. E, depois que pega o jeito, é possível multiplicar aquela cola central em 2, depois 4, 8, 16, 32, 64, 112… enfim, você entendeu! As únicas ferramentas necessárias são fitas macias para plantas e uma ferramenta de corte esterilizada. O processo começa igual à desponta (veja acima), mas no mainlining você corta no 3º nó. Também é preciso fazer lollipopping até o 3º nó.
Quando os novos ramos começarem a crescer no formato clássico de “Y”, é hora de amarrá-los para criar uma forma simétrica. Você deve amarrar o crescimento para permanecer paralelo ao solo. Isso é chamado de "manifold". Quando cada novo ramo principal tiver quatro pares de folhas totalmente crescidas, é hora de despontá-los novamente no terceiro nó, igual ao caule principal. Mas, ao contrário do manifold, não se faz lollipopping em todo o crescimento, apenas no crescimento do segundo nó. Se você fizer isso nos dois ramos, terá 8 principais sítios de buds, que receberão nutrientes de forma equilibrada. Certifique-se de amarrar todos os galhos no mesmo nível, ou, adicione uma tela SCROG para ajudar com a uniformidade do dossel. Obviamente, essa técnica é agressiva demais para autos.
2. Escolha as Melhores Strains
À medida em que o cultivador se familiariza com a genética da Cannabis e começa a diferenciar as básicas indica, sativa e híbridas, vai percebendo que tipo de planta é melhor para cada tipo de treinamento.
Quando se fala em treinamento, envolve basicamente manipular a copa da planta ao seu gosto. É importante ter um objetivo definido em relação ao tempo de cultivo, e entender qual strain e quais técnicas combinam melhor com sua experiência e nível de habilidade.
Muitos bancos de sementes e breeders indicam nas descrições das strains se aquela variedade é ideal para Sea of Green ou melhor para SCROG, por exemplo. Strains autoflorescentes sativa-dominantes como Original Auto Sour Diesel e Original Auto Jack Herer são os melhores exemplos para treinamento, ao contrário de híbridas Indica-dominantes, que tendem a ser mais baixinhas e compactas.

3. Defina o Período Vegetativo para Fotoperiódicas
A fase vegetativa se refere ao período que sua muda de Cannabis ou clone fica sob um ciclo de luz 18/6. É nessa fase que suas plantas focam na produção máxima de folhagem. Dependendo de qual strain você está cultivando, tamanho do vaso, número de plantas, seu nível de habilidade e o espaço disponível, tudo isso vai determinar o que é realmente possível.
Crescimento de 7-14 dias
Modelo padrão para produção comercial, tanto em métodos orgânicos quanto hidropônicos. O objetivo principal do curto período de crescimento é obter rapidamente diversas plantas pequenas em floração, reduzindo contas de luz e a quantidade de nutrientes necessária. Não há necessidade de treinar mudas nesse prazo curto.
Crescimento de 21-28 dias
Nesse prazo, você pode despontar as plantas, podar e até aplicar super cropping leve ou quebrar caules gentilmente. Sativas e híbridas oferecem resultados melhores do que índicas baixinhas. É importante garantir pleno repouso e recuperação das plantas, então talvez despontar até duas vezes e um FIM seja o ideal sem exigir demais delas muito cedo.
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Despontar 1-2 vezes
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FIM uma vez
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Podar uma semana antes da floração
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Aplicar super cropping
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L.S.T
Crescimento de 36-70 dias
Há prós e contras em cultivar uma única planta grande, exigindo até dez semanas de vegetação. Além dos gastos altos com energia elétrica, nutrientes e manutenção, o cultivador pode realmente empurrar o limite da planta em tamanho e produção.
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Despontar 3-6 vezes
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FIM múltiplas vezes
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L.S.T
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Usar tela (SCROG)
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Super cropping múltiplo
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Poda uma semana antes da floração
4. E o Treinamento em Autoflorescentes?
Como a Cannabis autoflorescente é independente de período de escuro de 12 horas como as fotoperiódicas, recomendamos que o único treinamento seja o L.S.T para permitir maior entrada de luz na copa e criar colas maiores. Poda também é uma boa ideia para qualquer tipo de Cannabis, pois redireciona a energia de crescimento para as partes superiores responsáveis pela floração.
NÃO recomendamos despontar ou fazer FIM em plantas autoflorescentes, pois isso pode retardar o crescimento e prejudicar o desenvolvimento da copa.
5. Descanso e Recuperação
Treinamento de baixo estresse (L.S.T.) não envolve apenas amarrar as plantas, mas basicamente abrange qualquer técnica que não cause estresse ou trauma intenso. Métodos como desponta, FIM e amarração suave com barbante ou fio de metal se encaixam como de baixo estresse.
Por outro lado, técnicas de alto estresse envolvem quebrar de forma deliberada as paredes celulares internas. O resultado é um surto de hormônios de reparo enviados das raízes até a área danificada. Em pouco tempo, o local quebrado forma um nódulo lenhoso, fortalecendo a estrutura da planta e promovendo vigor.
6. Espaço Limitado para Cultivo
Nossa dica principal é optar por strains indica e fazer a desponta nas primeiras semanas. Expondo os brotos axilares, a planta ficará mais ramificada, crescerá dois brotos principais e evitará a produção do hormônio Auxina, responsável pela dominância apical.
FIM também é ótima para desacelerar drasticamente o crescimento vertical e permitir que ramos inferiores recebam mais energia para crescer. Removendo cuidadosamente 70-80% da ponta, você ganha de 5-7 dias antes que os sítios de topo voltem ao normal. Nesse ponto, as plantas estarão visivelmente mais densas e ramificadas.

7. Treinando Plantas Indica
Por conta de sua genética, cultivares Indica são conhecidas por permanecerem baixas, com nós curtos, folhas largas e estrutura robusta. Muitas vezes, essas variedades podem ser difíceis de manipular, crescendo rapidamente de forma cheia, o que pode assustar cultivadores de primeira viagem no início da floração.
- Poda das folhas inferiores que bloqueiam novos brotos libera luz para a base, aumenta circulação de ar e reduz riscos de pragas.
- Despontar é excelente para criar múltiplos brotos principais, mas cuidado para não lotar a copa com Indicas, a menos que seja feita poda intensa antes da floração.
- Plantas Indica crescem com características homogêneas, perfeitas para Sea of Green (cultivo em vasos pequenos, período vegetativo curto e plantas próximas umas das outras).
8. As 3 Melhores Strains Fast Buds para Treinamento
Confira nossas escolhas para alcançar grandes colheitas, com as melhores strains para aplicar técnicas de treinamento:
Um híbrido sativa-dominante perfeito para treinamentos de alto rendimento. Ótima opção também para controlar a altura final.
Uma das strains mais potentes e produtivas disponíveis. Perfil sólido com caule grosso central e ramos robustos em formato de cacto.
Z Auto possui várias ramificações laterais longas que podem precisar de suporte. Ótimos resultados com amarração e poda.
9. Conclusão
Aplicar as técnicas corretas nos momentos certos permite não só aumentar a produção e controlar a copa, mas também ensina a lidar melhor com suas plantas de Cannabis. Descobrir a resistência das plantas ao treinamento é uma ótima maneira de conhecer melhor cada cultivar e ter paciência é fundamental para que as plantas tenham tempo de se curar e recuperar completamente. Lembre-se que cada planta pode reagir de forma diferente às técnicas de treinamento, então aprenda bem como fazer scrog ou despontar antes de começar para não comprometer sua colheita.
Boa sorte no treinamento dos seus monstros verdes!


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