Guia Semana a Semana da Strain Six Shooter Auto
- 1. Especificações de cultivo
- 2. Estrutura de cultivo
- 3. Germinação e plântula | semana 1
- 4. Início da vegetação | semana 2
- 5. Vegetativo intermediário | semanas 3-4
- 6. Transição (pré-flor) | semana 5
- 7. Início da floração | semanas 6-7
- 8. Floração plena (engorda) | semanas 8-9
- 9. Amadurecimento e colheita | semana 10 (e além)
- 10. Resultado
- 10. a. Produtividade da six shooter auto
- 10. b. Análise da fumaça - six shooter auto
- 11. Conclusão
Six Shooter Auto é uma strain que realmente faz jus ao nome, proporcionando um efeito potente e rápido, com uma brisa intensa na mente e um efeito relaxante no corpo. Esta strain híbrida é o equilíbrio perfeito entre as genéticas Sativa e Indica, resultando em uma planta de altura impressionante e rendimentos igualmente notáveis. O tamanho XXL e o alto rendimento tornam essa strain uma escolha ideal para cultivadores em busca de uma colheita abundante.
O objetivo do nosso guia semana a semana não é apenas apresentar essa strain, mas principalmente fornecer dicas e truques para cultivar a planta perfeita e apresentar o cronograma do seu ciclo de vida. Esperamos que isso ajude você a planejar e executar o seu próprio cultivo de Six Shooter, alcançando os melhores resultados possíveis.
1. Especificações de Cultivo
Six Shooter é uma híbrida equilibrada, com composição de 70% Sativa e 30% Indica, oferecendo o melhor dos dois mundos. É uma planta de tamanho XXL, com altura entre 100-140 cm, tornando-se uma ótima opção para quem busca uma strain produtiva que não ocupa tanto espaço.
Cultivada indoor, a Six Shooter pode render impressionantes 500-650 gr/m2 e pode ser colhida após 10 semanas de floração. Para os cultivadores outdoor, a colheita gira em torno de 70-350 gr/planta.

A fumaça produzida pela Six Shooter é reconhecida pelo delicioso gosto de pinho, floral, limão e madeira, que com certeza vai agradar o seu paladar. Com níveis de THC chegando a 23%, essa erva é potente e proporciona um efeito relaxante, porém revigorante.
2. Estrutura de Cultivo
Six Shooter é uma clássica variedade da Fast Buds que cultivadores aproveitam há anos. A boa notícia é que, se você deseja cultivar esse autoflorescente, há uma infinidade de informações disponíveis online. Para nosso guia semanal, selecionamos quatro diários de cultivo entre dezenas disponíveis. Procuramos focar naqueles em que os cultivadores utilizavam apenas as melhores práticas, assim você pode seguir de forma segura e obter resultados fora de série.
| Espaço de Cultivo | Iluminação | Meio | |
|---|---|---|---|
| A | 1 m2 | LED 400W | Coco |
| B | 0,42 m2 | LED 95W | Terra |
| C | 0,3 m2 | LED 480W | Coco/Perlita |
| D | 4,88m2 | LED 250W | DWC |
Também tentamos – sempre que possível – mostrar essa strain em diferentes cenários e configurações. Esperamos que isso ajude você a adaptar essa genética fantástica ao seu próprio estilo de cultivo. Mas pode ficar tranquilo: a Six Shooter Auto já provou ser uma planta versátil, capaz de produzir flores de alta qualidade em qualquer condição e por cultivadores de todos os níveis de experiência.
3. Germinação e Plântula | Semana 1
Um cultivo de cannabis bem-sucedido começa com as condições ideais no seu espaço indoor, especialmente nas primeiras semanas do ciclo de cultivo – quando as mudas e plântulas ainda são frágeis e vulneráveis. Portanto, preste atenção redobrada em manter a temperatura ligeiramente aquecida e o ar bem úmido.

Para jardineiros iniciantes, a germinação de sementes de cannabis costuma causar preocupação ou até pânico. Entendemos que você não quer perder suas sementes (ainda mais pelo preço), mas não se preocupe: sementes de qualidade de breeders respeitados são surpreendentemente resistentes e vigorosas, e fazê-las brotar não é nenhum bicho de sete cabeças.

Você só precisa de três coisas: ambiente morno (como na primavera), úmido e escuro – isso basta para que as sementes brotem em 1 a 3 dias. Existem vários métodos para criar esse cenário, mas o mais simples é colocar as sementes entre folhas de papel toalha úmido e manter entre pratos em local escuro e aquecido.

Alguns preferem deixar as sementes de molho em um copo com água, e outros até as deixam boiando na superfície até rachar e mostrar a raiz. É um método válido também, mas qualquer que seja o caminho, lembre-se: calor, umidade e escuridão são necessários em todos eles.
Quando a semente estala e a raiz atinge cerca de 1cm, é hora de plantar no meio escolhido. No caso das autoflorescentes, recomendamos já usar o vaso definitivo desde o início – assim evita o estresse do transplante. Porém, com prática, também dá para começar em recipientes pequenos, como copos– o que pode facilitar na rega.

4. Início da Vegetação | Semana 2
Ainda que a plântula pareça pequena no início da segunda semana, o sistema radicular já se desenvolveu e a planta acima da terra fica mais resistente, podendo encarar temperaturas um pouco menores e umidade mais baixa.

A partir da 2ª semana, a planta aumenta o ritmo de crescimento. No dia 10, o segundo par de folhas da plântula saudável já deve ter acompanhado e ultrapassado as primeiras em tamanho – bom sinal de que as condições estão favoráveis.

Continue prestando atenção na intensidade da luz. A plântula não deve ficar nem muito alta e fina (precisando de suporte), nem curta demais (como se a luz estivesse intensa demais). Ajuste a distância e potência da luz conforme necessário.

A maioria prefere não treinar a planta tão cedo, mas se o espaço for baixo, já é possível iniciar o manejo da copa. Com autos, o método mais seguro é apenas dobrar e amarrar o caule principal. Mais experientes podem arriscar FIM ou topping. Em todo caso, certifique-se que a plantinha esteja saudável e vigorosa antes de estressá-la.

Quem cultiva em terra geralmente não adiciona nutrientes na água na primeira semana, mas já pode começar a adicionar no início da segunda. Nessa altura, a plântula já consumiu parte dos nutrientes do substrato, principalmente se você optou por recipiente pequeno, como copo.

Em vasos maiores com terra boa, pode-se usar só água durante todo o vegetativo e início da floração. Alguns adeptos de orgânicos vão além e preparam super soil para usar apenas chá de compostagem do início ao fim. Já em hidroponia, como mostrado acima, os nutrientes são desde o início.
5. Vegetativo Intermediário | Semanas 3-4
Nas semanas 3 e 4, a autoflorescente deixa para trás quaisquer dificuldades de crescimento. Apesar de manter um ambiente uniforme sempre ser bom, não se preocupe demais se não atingir a temperatura ou umidade ideal – a planta já é madura o suficiente para aguentar mais variações.

Esse é o período de crescimento vegetativo, e você vai ver o desenvolvimento explosivo como aumento das folhas e ramos, transformando a planta num jovem alto ou num arbusto compacto.

Quem gosta de treinamento, este é o momento certo para moldar a copa – isso previne falta de espaço e garante que cada futura flor receba luz e se transforme em um bud compacto e resinadíssimo.

Autoflorescentes modernas, como a Six Shooter, são incrivelmente resistentes e aceitam quase todo tipo de treinamento. Mas reforçamos que métodos LST são sempre mais seguros para autos, enquanto HST só se recomenda para quem tem experiência ou se não houver alternativa. Até deixar as plantas crescerem “naturalmente”, estilo SOG, pode ser a via mais óbvia com strains tão ramificadas.

Outro ponto fundamental é nutrição das plantas. Conforme cresce, o apetite aumenta. No vegetativo, a cannabis gosta especialmente de nitrogênio (N), com fósforo (P) e potássio (K) presentes em menor quantidade. Lembre-se: os valores NPK vem descritos nos rótulos e ajudam a escolher o produto certo.
Sua rotina de nutrientes não precisa ser complexa. Normalmente basta duas fórmulas – uma para vegetativo e outra para floração, principalmente para quem está começando. Com mais prática, você pode adicionar estimuladores e reguladores de crescimento. Veja no quadro abaixo um exemplo de cronograma nutricional de um dos cultivos seguidos no guia.

Quaisquer que sejam os fertilizantes escolhidos, lembre-se: sobretudo nas autos, menos é mais – é melhor manter a planta saudável e “magra” do que superalimentá-la.

6. Transição (Pré-flor) | Semana 5
No estágio pré-floral, é fundamental manter o ambiente estável. Busque temperaturas entre 23-25°C durante o dia, um pouco menos à noite. A umidade relativa pode cair para 40-50%. Quanto à luz, siga fornecendo de 18 a 24h por dia como nos estágios anteriores – autoflorescentes não precisam troca de fotoperíodo para iniciar a floração.

Os pré-flores, que dão nome ao estágio, são pequenos “cabelos” brancos que surgem nos nós centrais e depois nos topos. Em strains fotoperiódicas esse estágio pode durar indefinidamente se houver mais de 14-16h de luz, mas autoflorescentes – independentemente do ciclo de luz – logo iniciam a floração propriamente dita.

Em poucos dias os topos ficam amarelados e depois repletos daqueles “cabelos” brancos. É o sinal claro de que sua autoflorescente entrou na reta final até a colheita – o estágio de floração.

Pode haver alguma diferença fenotípica, mas breeders modernos buscam genéticas cada vez mais rápidas, então Indicas, Sativas e híbridas florescem praticamente ao mesmo tempo.

Ainda não é obrigatório trocar o tipo de nutriente, mas muitos já fazem – trocando o fertilizante rico em N pelo com mais P e K.

Frequentemente, a copa da auto já estará bem densa ou até embaraçada. Talvez você precise intervir: desde tucking de folhas até desfolha e poda nos ramos inferiores e centrais. Não deixe para estágios avançados de floração para evitar estresse extra quando as plantas devem focar só na produção de flores.

7. Início da Floração | Semanas 6-7
É seguro dizer que a cannabis exige quase o mesmo ambiente ao longo do ciclo, mas cultivadores experientes ajustam de acordo com a fase para extrair melhores resultados. Sugerimos baixar um pouco a temperatura no início da floração. Reduzir a umidade será crucial mais tarde quando os buds engrossarem.

Os que nunca viram a cannabis entrando em floração vão se surpreender: a planta primeiro estica – pode até dobrar o tamanho nos primeiros dias dessa fase (embora 50% seja o mais comum).

Normalmente já é tarde para continuar o treinamento, mas pode-se desfolhar se sentir que a copa está muito densa, limitando ventilação ou luz para os bud sites inferiores. Só não exagere para não estressar suas plantas.

O tamanho e aparência das flores pode decepcionar neste ponto. Pode parecer pouco produtiva, pois os buds parecem leves e ralos. Fique tranquilo: vai engrossar com o tempo.

Conforme a planta cresce, fica mais sedenta. No início, dá para regar a cada poucos dias. Maturando, é comum precisar regar um dia sim, um não, e depois diariamente. Experimente levantar o vaso – se estiver leve, é hora de regar.
O apetite por nutrientes também aumenta. O ideal é começar com 1/4 da dose recomendada, aumentando após observar o vigor da planta. Agora você pode usar dose completa, sempre atento aos sinais para evitar overfeeding. Opte por nutrientes mais ricos em fósforo e potássio; o nitrogênio agora é menos importante (excesso pode até atrapalhar).

8. Floração Plena (Engorda) | Semanas 8-9
Com a engorda dos buds, foque em proporcionar boa ventilação e umidade mais baixa. Esses pontos são críticos para evitar mofo, bud rot e outras infecções tão comuns em ambientes úmidos e com buds densos.

Se a cannabis estiver feliz, as flores nos nós cobrem os ramos, formando colas longas e gordas. Elas ficam mais densas, mas o aspecto ainda indica que a colheita está longe – pistilos ainda esverdeados e imaturos.

Mesmo nessa etapa, autos de qualidade como a Six Shooter já ficam resinadas, pois as glândulas de tricomas começam surgir nos cálices e folhas próximas. Tricomas concentram THC e outros cannabinoides, sendo sinal de potência máxima na colheita. Também carregam terpenos, substâncias aromáticas que deixam o grow room perfumado.

Antes dos buds engordarem de fato, a planta para de esticar e mantém o tamanho até a colheita. Veja no quadro abaixo como é o crescimento semana a semana da Six Shooter Auto indoor.

Agora você pode esquecer a preocupação da auto esticar demais e foque no essencial – uma boa rotina de nutrientes e rega.

Esta é a última fase em que você vai nutrir sua planta – então cada adubação conta. Fósforo e potássio são essenciais, seja na fórmula principal ou em PK-booster. Na próxima fase, o ideal é começar a reduzir a alimentação e terminar só com água.

9. Amadurecimento e Colheita | Semana 10 (e além)
Nas últimas semanas pré-colheita, foque em controlar a umidade e manter temperaturas baixas dia e noite. O tema é polêmico, mas o THC provavelmente degrada mais rápido com calor; já os terpenos evaporam facilmente com calor excessivo. Esse também é o momento de maior risco de mofo.

À medida que o período indicado pelo breeder se aproxima do fim, você começa a analisar os buds – eles parecem mais maduros a cada dia. Já é hora de colher? A qualidade do seu fumo depende dessa resposta.

Não confie só nas especificações do breeder sobre quando colher, pois plantas da mesma strain podem variar muito. O método visual mais preciso é observar os pistilos: se ainda brancos, não está maduro; se marrons ou alaranjados, o ponto ideal se aproxima. As folhas podem amarelar, dando um visual “outonal” no fim do ciclo.

Então, como colher buds no auge da potência e do sabor? O único jeito 100% confiável é analisar a cor dos tricomas no microscópio. Use uma lupa de joalheiro (60x) e verifique os tricomas dos cálices (observe, não as folhas). Quando todos estiverem leitosos e alguns começarem a ficar ambar, esse é o momento ideal.
Um detalhe: um pouco ANTES desse ponto máximo, é necessário parar qualquer adubação e lavar bem o substrato com muita água. Esse “flush” elimina excessos de sais e resíduos que poderiam prejudicar o sabor ou até ser nocivos. O procedimento de flush final dura até 2 semanas em terra ou 1 semana em hidro. Boa sorte acertando o timing para colher os buds bem limpos!

A qualidade do fumo depende também de dois fatores: secagem e cura. Não tenha pressa: leve de 5 a 7 dias para secar lentamente, depois tire os buds dos galhos e cure em potes de vidro por mais 2-3 semanas, abrindo regularmente para liberar umidade.
10. Resultado
Ficamos felizes em encontrar quatro diários tão distintos para mostrar o desempenho da strain em diversos meios, setups e condições. Apesar da variedade das técnicas de cultivo, a Six Shooter Auto sempre produziu buds grandes, densos e resinados – e todo cultivador ficou muito contente tanto com a quantidade quanto com a qualidade do produto final.

Produtividade da Six Shooter Auto
O Cultivador A colheu duas Six Shooters que renderam 169g e 352g, ou 261g (9,2 oz) por planta na média. É difícil imaginar como alcançar tal resultado, mas foi o casamento perfeito entre tamanho e densidade, raro em autos.

O resultado do Cultivador B foi mais modesto, provavelmente por treinar pouco a planta e usar iluminação fraca. Ainda assim, 96g (3,39 oz) por planta é respeitável, e com 95W de luz ficou acima de 1g/W.

O Cultivador C colheu parecido com o B – 95g (3,35 oz) em uma planta ramificada – mas a qualidade dos buds foi ainda melhor.

Já as plantas do Cultivador D foram um mistério: não eram grandes nem ramificadas, tampouco tinham muitos sites de flores – mas os buds eram tão compactos que renderam 347g (12,24 oz), ou 116g (4,08 oz) cada uma.

Análise da Fumaça - Six Shooter Auto
Quem fuma Six Shooter Auto costuma descrever a strain como potente, com efeito cerebral e corporal intenso, excelente para usar à noite. O sabor e aroma são frequentemente descritos como terrosos, de pinho e cítricos, com um toque doce. Muitos também relatam efeitos animadores e eufóricos, ótima para encontros e criatividade. No geral, Six Shooter Auto é muito elogiada pela potência, perfil de sabor único e efeitos versáteis.

10. Conclusão
Finalizamos o guia semanal da Six Shooter com uma breve análise das técnicas de cultivo usadas e os resultados obtidos.
O Cultivador A usou o tradicional Sea of Green, sem interferir na arquitetura das plantas e priorizando uma alimentação e rega otimizadas. Graças ao coco, à experiência e à excelente genética, alcançou resultados extraordinários.
O Cultivador B cresceu a planta direto na terra – caminho mais natural, mas menos eficiente que DWC ou coco. Não treinou a copa, então a Six Shooter atingiu só o potencial genético. Ainda assim, colas longas e pesadas, mas os buds inferiores com qualidade reduzida poderiam ter melhorado com um lollipopping.
O Cultivador C obteve bons resultados com seu método (SOG), e a planta respondeu bem mesmo após dois transplantes seguidos.
O Cultivador D não aproveitou o potencial de crescimento vegetativo que a hidro oferece, mas na floração, acertou o manejo e os buds vieram densos, resultando em uma supercolheita.
Resumindo: Six Shooter Auto vai bem em qualquer setup e não exige treinamento para alta produtividade. Com um pouco de carinho e habilidades básicas, você será recompensado com um produto incrível. Boas colheitas!
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